CÂMARA DE VERADORES DE ARARANGUÁ/SC - POLÍTICOS PELA LUXÚRIA, CIDADÃOS PELOS PREJUÍZOS.
- Fernando Almeida
- 5 de fev.
- 6 min de leitura
O TIRO NO PÉ DO DE UM VEREADOR QUE PARECE VIVER EM MARTE, FORA TOTALMENTE DA REALIDADE.

Nosso nicho não é sobre políticos ou política, pois aqui não temos nada disso como prioridade, mas sendo quase um caso de polícia, resolvemos fazer esta matéria que segue aqui em nosso Blog.
Moradores de Araranguá, em Santa Catarina, estão em polvorosa com uma proposta recente que parece ter deixado de lado as reais necessidades da população para beneficiar interesses políticos. A iniciativa, apresentada pelo vereador Paulinho e aprovada por unanimidade pelos demais membros da Câmara, prevê a concessão de vale-alimentação para os próprios vereadores. Embora, à primeira vista, a medida possa soar como uma simples benesse, ela desperta indignação em uma comunidade que já enfrenta desafios sérios, especialmente na área de segurança pública e na atuação das forças policiais.
Em uma cidade onde cada decisão é minuciosamente analisada e os cidadãos exigem transparência e responsabilidade dos gestores públicos, esse projeto foi recebido com ceticismo. Muitos moradores afirmam que, num momento em que a segurança e a eficiência da polícia estão em xeque, destinar recursos a benefícios para políticos é uma prioridade equivocada. Para eles, o foco deveria estar em fortalecer as medidas de combate à criminalidade e em investir em ações que tragam melhorias concretas para a segurança da população.
Os detalhes do projeto mostram que, após sua entrada formal na Câmara ontem, as comissões já foram definidas e o secretário Jerry Comper confirmou que o pleito poderá ser votado já amanhã. Essa rapidez no andamento dos trâmites legislativos só aumentou a desconfiança dos cidadãos, que questionam se todos os passos necessários estão sendo cumpridos com a devida transparência e responsabilidade.
Nas conversas do dia a dia, moradores relatam episódios de insegurança e enfatizam a importância de se priorizar investimentos que efetivamente reforcem o trabalho policial. Histórias de noites mal dormidas e confrontos com o crime circulam entre a população, reforçando a percepção de que os recursos públicos deveriam ser direcionados para iniciativas que promovam a ordem e a proteção dos cidadãos, e não para privilégios internos.
O que, à primeira vista, parece ser uma questão administrativa, ganha uma dimensão maior quando se analisa o contexto em que vive a comunidade de Araranguá. A decisão de oferecer vale-alimentação para os vereadores é vista como um sinal de distanciamento entre os representantes eleitos e as reais necessidades dos munícipes. Essa medida é interpretada como um símbolo de uma política que privilegia benefícios pessoais em detrimento do bem-estar coletivo, especialmente em uma época em que a população clama por mais segurança e um policiamento mais eficiente.
Em meio a esse cenário, a indignação dos moradores não se resume apenas ao repúdio ao projeto em si, mas também reflete uma demanda por uma mudança de prioridades. A comunidade insiste que o dinheiro público seja investido em áreas que tragam melhorias palpáveis, como o reforço do sistema de segurança e o aprimoramento das condições de trabalho para os profissionais da polícia por exemplo, que enfrentam diariamente desafios que afetam diretamente a vida de todos. Isso sem contar outras demandas tão importantes como os animais de rua, saneamento e etc...
Enquanto o projeto segue para votação, a população de Araranguá acompanha cada passo do processo com o olhar atento e crítico, esperando que as decisões tomadas na Câmara reflitam, de fato, os anseios e as necessidades da cidade. Essa situação é mais do que uma simples polêmica política; ela é um convite para que os gestores públicos reavaliem suas prioridades e demonstrem compromisso com a segurança e o bem-estar da comunidade que os elegeu.
Em meio a tudo isso, é difícil não notar que existem questões muito mais urgentes na cidade que precisam de atenção, problemas que foram deixados de lado enquanto os vereadores parecem mais preocupados em encher seus próprios bolsos. A proposta recente de vale-alimentação é apenas a ponta do iceberg. Além disso, a comunidade enfrenta uma infraestrutura pública precária, ruas em péssimo estado, investimentos insuficientes em saúde e uma polícia sobrecarregada tentando lidar com o aumento da criminalidade. Cada cidadão sente o impacto dessas prioridades negligenciadas, e fica cada vez mais evidente que os eleitos estão mais interessados em benefícios pessoais do que em resolver problemas urgentes.
É especialmente desanimador ver os vereadores recém-eleitos, que assumiram há pouco tempo, e já se deixam encantar pelos privilégios da nova função. A chegada deles deveria sinalizar uma nova era de progresso e de respostas às demandas da população, mas muitos parecem seduzidos pelo dinheiro fácil, aquele benefício pago diretamente pelos impostos dos cidadãos. O cargo, que deveria ser uma ferramenta para promover melhorias reais no serviço público, está se transformando numa oportunidade para ganhos pessoais, o que é revoltante.
Os moradores estão cada vez mais expressando seu descontentamento. Relatam noites mal dormidas, angústia diante da deterioração da câmara de vereadores e frustração ao ver seus impostos serem utilizados para proporcionar benefícios que parecem servir apenas para aumentar o conforto dos que estão no poder. Essa situação é vista como uma traição: vereadores, que deveriam representar e lutar pelos anseios da comunidade, estão se entregando a privilégios que nada fazem para solucionar os desafios enfrentados pelo povo.
Enquanto os debates na Câmara se concentram em propostas como a dos vales-alimentação, questões essenciais, como a manutenção e expansão da infraestrutura, a melhoria da educação e o fortalecimento das estratégias de policiamento, continuam sendo ignoradas. É como se cada discussão fosse uma corrida para conquistar o próximo benefício pessoal, ao invés de promover um debate sério sobre como trazer melhorias efetivas para a cidade. A desconexão entre a realidade dos munícipes e as prioridades dos vereadores é gritante, e a população está farta dessa postura.
A situação chegou a um ponto crítico, e a comunidade exige responsabilidade. Os cidadãos querem ver políticos que coloquem as necessidades da cidade e o bem-estar dos moradores acima de interesses pessoais, um compromisso verdadeiro com o serviço público, e não uma busca por vantagens que não exigem sacrifícios reais. Esse clima de interesses próprios transformou o espaço de debates construtivos em uma vitrine para ganhos individuais, minando a confiança em todo o sistema.
À medida que a votação dessa proposta se aproxima, os cidadãos de Araranguá não estão apenas acompanhando uma decisão administrativa; estão testemunhando um momento decisivo que reflete o estado da governança local. A esperança é que essa indignação desperte uma conversa necessária sobre onde as prioridades devem realmente estar e que lembre aos que estão no poder que a sua principal responsabilidade é com o povo que os elegeu, e não com os seus próprios bolsos. A mensagem é clara e resoluta: é hora de mudar para uma liderança genuína, onde questões críticas como segurança pública, infraestrutura e qualidade de vida tenham prioridade sobre medidas que apenas beneficiam interesses pessoais.
CONFIRA ESTE PROJETO ESCABROSO E QUEM ASSINOU:
Art. 1º Fica instituído o Vale-Alimentação aos vereadores da Câmara de Municipal de Araranguá.
Art. 2º O Vale-Alimentação possui natureza indenizatória, não configurando verba remuneratória, e será concedido mensalmente em pecúnia ou por meio de cartão eletrônico destinado exclusivamente para despesas alimentares.
Art. 3º O valor mensal do Vale-Alimentação será fixado por ato da Mesa Diretora, observadas as disponibilidades orçamentárias e financeiras.
Art. 4º O benefício será concedido somente aos vereadores em exercício e não integrará a base de cálculo para quaisquer encargos trabalhistas, previdenciários ou tributários.
Art. 5º A concessão do Vale-Alimentação observará as normas de controle interno, transparência e publicidade previstas na legislação aplicável.
Art. 6º As despesas decorrentes da aplicação desta Lei correrão à conta das dotações orçamentárias próprias, podendo ser suplementadas, se necessário.
Art. 7º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 8º Revogam-se as disposições em contrário.
Câmara de Vereadores de Araranguá, 03 de fevereiro de 2025.
Pedro Paulo de Souza (MDB), Presidente, Juliandro Coelho Jacques, (Republicanos), 1º Vice-Presidente,
Kelvin Irian Martins Drewke, (PP), 2º Vice-Presidente,
Douglas Martins Michels, (PP), 1º Secretário
José Carlos dos Santos, (Republicanos), 2º Secretário.
Nem Einstein teria tanta genialidade assim não é mesmo ?
REPERCUSSÃO:
A repercussão foi a pior possível na manhã desta terça-feira, 04, com a população protestando contra o projeto nas redes sociais que vai beneficiar os vereadores com o vale alimentação. Uma câmara que foi renovada pelos eleitores e sobre a qual se tinha a melhor das expectativas, começa se preocupando com a fome dos vereadores? E a situação mostra que eles realmente estão com fome mesmo. Eles deveriam seguir o exemplo de legisladores anteriores que abriram mão até mesmo de diárias.
Fernando Almeida
Blog de Informações Policiais do Brasil
Comentem e mostrem a sua indignação, cobrem de seus vereadores, corram atrás do que é nosso e não deles, eles são empregados do povo, estão ali para fiscalizar o Prefeito e quem fiscaliza eles ? Nós não é mesmo ? Não fiquem só escrevendo, se escondendo atrás de um pc ou celular, faça presença, cobre deles. Força povo, a cidade é nossa.😁